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14/08/2015
Marintec South America - Navalshore: Falta de articulação política e de gestão prejudica a indústria naval e offshore nacional

Afirmação foi de lideranças setoriais e empresariais reunidos no Fórum de Líderes, evento da indústria naval e offshore que acontece no Rio de Janeiro. O ambiente de instabilidade econômica e política reflete-se em todos os setores produtivos do País e a indústria naval e offshore, um dos símbolos dos anos recentes de crescimento, também sofre com este período de incertezas. Para reverter este quadro, lideranças governamentais, setoriais e empresariais recorrem ao otimismo, como pôde ser visto na 12ª edição da Marintec South America - Navalshore, evento único do setor de construção e manutenção naval da América do Sul, que começou nesta terça (11) e vai até quinta no Centro de Convenções SulAmérica, no Rio de Janeiro (RJ).

“O grande desafio desta edição da Marintec South America - Navalshore é o de auxiliar o segmento a formular uma agenda positiva para os próximos anos, com o objetivo de consolidar a atividade naval no País e na América do Sul. Para isso, introduzimos novidades no modelo do evento como o Fórum de Líderes, que reúne, em um programação de debates, os principais players e lideranças setoriais e governamentais na busca de soluções para o setor”, destaca Jean-François Quentin, presidente da UBM Brazil, responsável pela organização do evento.

O secretário de Desenvolvimento Econômico, Energia, Indústria e Serviços do Estado do Rio de Janeiro, Marco Capute, afirma que tem confiança no crescimento e também reforça o otimismo: “Estou no cargo há cinco meses e, desde então, minha agenda está carregada de reuniões com empresas que querem investir no Rio”. Ele frisa, no entanto, que é necessário ter criatividade para superar o período instável e garantir os empregos nos estaleiros. “O governo estadual não está omisso. Temos discutido um política para o setor, não só aqui mas no País”, completa.

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior aposta na força do setor, destaca o coordenador-geral das Indústrias Automotiva Naval, e de Equipamento de Transporte João Rossi. “Estamos acompanhando a crise, mas sabemos que o segmento naval é forte. O plano de negócios da Petrobras é robusto e está em andamento e as perspectivas são otimistas. Vamos discutir saídas e superar os desafios. A Marintec, que é o principal evento do setor, é essencial para isso”, afirma.

Além do otimismo, o Brasil precisa ter o compromisso de diminuir a burocracia, ressalta o diretor da Agência de Transportes Aquaviários (Antaq), Alberto Tokarski. Ele se refere às licitações de arrendamentos de áreas portuárias, cujo o primeiro bloco está sob avaliação do Tribunal de Contas da União (TCU). “Gostaríamos que o processo tivesse mais celeridade, pois temos convicção de que as áreas são atrativas e vão atrair investimentos, inclusive de fora do País”, observa.

Indústria naval retrocede com governo desarticulado

A falta de articulação política e de gestão, além da instabilidade entre os poderes está prejudicando e retrocedendo a indústria naval e offshore nacional. Esta é uma das conclusões do Fórum de Líderes, uma iniciativa inédita da Marintec South America - Navalshore, realizada em parceria com o Sistema Firjan e Sinaval para debater soluções estratégicas que contribuam com a retomada da atividade da cadeia produtiva. “Sou otimista, mas a indústria naval brasileira está sendo destruída pela instabilidade entre os poderes e falta de articulação do governo. Estive em vários ministérios, em Brasília, e nenhum se comprometeu a ajudar o setor neste momento de dificuldades”, desabafa o presidente executivo da Associação Brasileira das Empresas de Construção Naval e Offshore (Abenav), Sergio Bacci.

Atualmente, dentro da estrutura do Governo Federal, ele destaca que cinco ministérios (Transportes, Minas e Energia, Desenvolvimento, Planejamento e Fazenda) são intervenientes no setor naval, um excesso que só aumenta a burocracia e a falta de decisões ágeis. “Temos uma ausência de líderes na esfera federal. Um governo que tem o ministro da Fazenda como articulador não pode dar certo”, completa Bacci.

Maurício Almeida, vice-presidente da Mac Laren Oil Estaleiro, concorda: “chegamos em Brasília e não temos com quem falar”. Como resultado desta falta de interlocução, ele destaca a falta de uma política de exportação da atividade naval brasileira e um foco excessivo na politicagem com a instalação de estaleiros em redutos eleitorais.

BNDES financia mais de R$ 3 bilhões em projetos da indústria naval este ano

Para o superintendente de Insumos Básicos do BNDES, Rodrigo Bacellar, o ano é de desafios, mas não necessariamente de retração para as atividades do banco de fomento. “Só neste ano, a instituição deve financiar mais de R$ 3 bilhões para projetos de construção naval. O setor está maduro para atingir uma competitividade internacional. A busca por mercados externos, inclusive, é uma oportunidade para as empresas enquanto o país está instável”, observa.

A Caixa Econômica Federal também continua apostando na indústria naval e offshore. “Participamos novamente da Marintec South America, pois queremos consolidar a Caixa como a principal parceira do segmento. Independente da situação do País, estamos abertos para ouvir propostas das empresas do setor”, frisa Rossano Silva. Gerente Regional na instituição.

Firjan trabalha em duas frentes para superar crise

A Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro) teme que a falta de governabilidade no país afete a continuidade dos projetos nos setores naval e offshore, segundo o vice-presidente da entidade, Raul Sanson, que participa da 12ª edição da Marintec South America - Navalshore. “O momento é difícil e decidimos trabalhar em duas frentes, com o mapeamento da indústrial naval e com o conselho de Oil & Gas para discutir os leilões no setor, fundamentais para o seu funcionamento”, explica. Sanso ressalta que o Rio de Janeiro é o estado que mais sofre quando o ambiente de negócios é ruim, pois 80% das atividades petrolíferas e de gás e 50 da produção naval estão em seu território.

Seminário debate financiamento da frota pesqueira

“Identificando mecanismos de financiamento para adequação da frota pesqueira nacional às exigências ambientais, trabalhistas e sanitárias”. Este foi o tema do seminário realizado neste primeiro dia da Marintec South America - Navalshore que reuniu empresários, líderes setoriais e governo. Um dos destaques foi a presença do secretário de Infraestrutura e Fomento do Ministério da Pesca e Agricultura, Eloy de Souza Araújo.

Ele detalhou os benefícios do Programa Nacional de Financiamento da Ampliação e Modernização da Frota Pesqueira Nacional (Profrota Pesqueira), que tem por finalidade proporcionar a sustentabilidade da frota pesqueira costeira e continental, promover o máximo aproveitamento das capturas, aumentar a produção e melhorar a qualidade do pescado e consolidar a frota pesqueira oceânica brasileira.

UBM Brazil faz homenagem para entidades que participam do Fórum de Líderes

O presidente da UBM Brazil, Jean-François Quentin, e o vice-presidente da UBM Ásia, Michael Duck, homenagearam, durante a cerimônia de abertura da Marintec South America - Navalshore, as entidades e instituições que ajudaram a formular a programação e o conteúdo do Fórum de Líderes. O evento paralelo, que é inédito, é promovido em parceria com o Sistema Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro) e Sinaval para debater soluções estratégicas que contribuam com a retomada da atividade da cadeia produtiva.

Receberam a homenagem o vice-presidente do Sistema Firjan, Raul Sanson; o superintendente da Organização Nacional da Indústria do Petróleo (Onip), Alfredo Renault; o diretor da Agência de Transportes Aquaviários (Antaq), Alberto Tokarski; o presidente da Sociedade Brasileira de Engenharia Naval (Sobena), Agenor Junqueira Leite; Floriano Carlos Martins, da COPPE/UFRJ; Jonas Matos, da DNV-GL; o presidente da Associação Brasileira das Empresas de Construção Naval e Offshore (Abenav), Sergio Bacci; o presidente da Associação Brasileira das Empresas de Apoio Marítimo (Abeam) Ronaldo Mattos; e o almirante Paulo César de Quadros Marinha, da Marinha do Brasil.

“Para o setor de oil & gas estão previstos investimentos de R$ 108 bilhões até 2019. Isto é suficiente para a atender a indústria nacional”. Afirmação é de João Rossi, do MDIC, que acredita que a Indústria naval superará a crise econômica correspondendo às demandas programadas do setor offshore

O setor naval e offshore brasileiro é robusto o bastante para superar qualquer crise econômica e política, pois há investimentos previstos e muitas demandas a serem atendidas nos próximos anos. Esta é a mensagem que representantes do Governo Federal e de agências reguladores trouxeram para lideranças setoriais e empresariais que participam da 12ª edição da Marintec South America - Navalshore, feira do setor de construção e manutenção naval da América do Sul, que vai até quinta (13) no Rio de Janeiro (RJ).

“Para o setor de oil & gas estão previstos R$ 108 bilhões de investimentos só na área de exploração e produção até 2019. Apenas isto já é suficiente para atender a demanda da indústria nacional nos próximos anos”, afirmou o coordenador-geral das Indústrias Automotiva, Naval, e de Equipamento de Transporte do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), João Rossi. Ele destaca, ainda, que no primeiro semestre 279 projetos navais foram aprovados no País e que o ministério está ampliando as ações do projeto de desenvolvimento de fornecedores nacionais.

Catarina Miranda, especialista em Regulação da Coordenadoria de Conteúdo Local da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), sinaliza que as políticas de Conteúdo Local devem continuar norteando as empresas interessadas em investir no segmento naval e offshore. “Estes investimentos previstos de R$ 108 bilhões representam muitas oportunidades para os empreendedores brasileiros. A ANP está estudando, no momento, como incentivar mais a produção nacional. Não podemos ficar apenas no papel de local onde apenas se montam os equipamentos”, destacou.

Segurança jurídica

O diretor da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Fernando Fonseca, falou sobre os “Impactos do novo marco regulatório e perspectivas do setor portuário” no segundo dia do Fórum de Líderes e chamou a atenção para o cenário de segurança jurídica que o segmento conquistou com o novo marco regulatório dos portos brasileiros, a Lei n°12.815, em vigor desde o ano passado. “O novo marco regulatório ajudou o setor portuário a superar muitas dificuldades e entraves, como a discussão sobre a autorização de terminais privados movimentar carga própria e de terceiros. Essa diferença deixou de existir. Os resultados desta nova estrutura é o País ter mais competitividade e a possibilidade de fazer um planejamento setorial, fundamental para o crescimento do segmento”, disse.

Fonseca faltou, também, sobre a importância da Marintec South America - Navalshore: “A Antaq agradece o convite para, mais uma vez, para participar deste evento emblemático. Aqui nos discutimos, com empresários e entidades, os rumos, não só da indústria naval e offshore, mas da logística do país. Precisamos ter uma visão sistêmica. Portos funcionando com qualidade representam o avanço da indústria naval e offshore, também”.

Momento do setor naval é propício para empresas estrangeiras que estão fora da lista negra da corrupção, afirma diretor da M&O Parners

Jam Lomholdt, diretor da M&O Partners, participou do seminário “Como fazer negócios no Brasil”, um dos eventos da 12ª edição da Marintec South America - Navalshore, que acontece até quinta (13) no Rio de Janeiro. As investigações de casos de corrupção em empresas como a Petrobras podem abrir as portas para novas empresas internacionais que querem investir no País, defende Jan Lomholdt, diretor da M&O Partners, uma das principais representantes de equipamentos e serviços estrangeiros. Ele participou, na manhã desta quarta (12), do seminário “Como fazer negócios no Brasil”, na Marintec South America - Navalshore.

Sei que muitas empresas estão assustadas, mas o atual momento é uma grande oportunidade para quem quer investir no Brasil e não está na lista negra da corrupção. O país tem uma série de projetos navais em andamento e, mesmo com a desaceleração dos investimentos da Petrobras, o Brasil é e se manterá nos próximos anos como o segundo mercado global do segmento offshore. Não está sendo um bom ano, mas é preciso ter paciência”, observa Lomholdt.

Segundo Erik Hannisdal, diretor da Inventure Management, um dos caminhos mais interessantes para empresas estrangeiras ingressarem no mercado naval e offshore nacional é o sistema de Join Venture. “É uma boa alternativa, pois as organizações internacionais podem se beneficiar do kow how, conhecimento dos riscos e portfólio de clientes das empresas locais e, por outro lado, transferir competências e tecnologia para este setor que está em processo de consolidação”, explica.

Conteúdo Local

Criticado, por vezes, por ser um obstáculo para empresas estrangeiras investirem no Brasil, o sistema de Conteúdo Local deve ser desmistificado no entender da gerente de Desenvolvimento de Negócios da DNV GL, Robertha Marques. “Não é um processo fácil, mas uma boa estratégia pode abrir as portas para boas oportunidades. Com planejamento, é possível, gradativamente, implantar um programa com conteúdo local no Brasil. Primeiro ano com 20%, no segundo com 40% e, no terceiro, 60%. Há muitos investimentos em andamento e previstos”, frisa.

Empresas do segmento naval e offshore continuam investindo em inovação e novas perspectivas de negócios

O discurso otimista do Governo Federal e a avaliação positiva de empresas interessadas em atrair capital estrangeiro têm como sustentação o ambiente de inovação e investimento do setor naval e offshore. O sentimento é de que a crise é momentânea e resultado da instabilidade política motivada pela Operação Lava Jato. A expectativa é de que, com ajustes, o processo virtuoso do segmento seja retomado, segundo a posição de expositores da 12ª edição da Marintec South America - Navalshore.

Um exemplo é Brastech Marine, que tem um contrato para fornecer embarcações de resgate para oito casos de FPSOs replicantes da Petrobras. “Já fizemos quatro entregas e estamos expondo na Marintec uma embarcação que será entregue em breve à P-66. Encontramos aqui gerentes das plataformas que assumiram recentemente após as mudanças gerenciais e percebemos um otimismo com a retomada dos projetos de construção”, ressaltou o gerente comercial da Brastech, Eduardo Inácio.

Ele destacou, também, uma diversificação de contatos de negócios nesta edição da Marintec: “Recebi a visita no meu estande de empresas voltadas para a área e treinamento e também empresas especializadas no fornecimento de implementos para embarcações. Esta ampliação do perfil de potenciais clientes é muito importante e considero o meu destaque nesta participação da Brastech”.

Inovação é a aposta da Denver Soldas. A empresa está lançando na Marintec South America o Eletrodo BR H4H, que dispensa a ressecagem e manutenção em estufas, economizando tempo, energia e descartes. “O equipamento tem patente multinacional em 123 países e todas as certificações navais. Estamos mostrando aqui na Marintec as vantagens deste eletrodo em relação ao convencional que precisa, por exemplo, de pré-secagem por duas horas e manutenção a uma temperatura de 150 graus”, explicou Ivan Fichel, diretor da empresa.

Quem traz novidades, também, é o Grupo Orca-Navalex. “Estamos expondo na Marintec, pela primeira vez, o guincho Nabrico, que tem impressionado os nosso visitantes pelo tamanho ideal para as operações que precisam realizar”, disse o gerente comercial Genil Mazza. Também presente na feira, a Yanmar foca nos motores marítimos para lanchas e, também, embarcações comerciais. “É um equipamento que tem sido muito procurado por embarcações de pesca e transporte de passageiros, como, exemplo, aquelas utilizadas nos rios que banham Manaus”, explica o supervisor da empresa, Leandro Quitzau.

Fonte: SEGS
 


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