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28/08/2015
Setor Calçadista: Dólar ajuda, mas ainda não fazemos frente à China

Estudo realizado pela organização World Footwear e lançado em julho na feira alemã GDS, em Düsseldorf, mostra que foram produzidos cerca de 24,3 bilhões de pares de calçados em 2014. Deste montante, a região asiática continua não só dominando, como crescendo na proporção da fatia do volume de produção, sendo responsável por 88% da fabricação do artigo, 1% a mais do que no ano anterior. As exportações bateram recordes históricos, com a negociação de 16 bilhões de pares, gerando US$ 116 bilhões. A China, com 40,5% de participação, domina os negócios, seguida do Vietnã (9,2%), que ultrapassou a Itália (8,4%).

Custos

A vantagem dos asiáticos, principalmente da China, são os custos de produção, fator preponderante que faz o produto chinês ter o menor custo médio do mundo. Um par de calçados sai por U$ 4,4 na exportação. Já os italianos têm o maior preço: vendem um par a U$ 50,92, em média. É entre este abismo que está o Brasil, terceiro maior fabricante do mundo e que, com a desvalorização do real, pretende voltar a figurar com uma participação maior no cenário mundial.

Qualidade

Entre o valor agregado – que faz o sapato italiano ser o mais valorizado – e a eficiência produtiva chinesa, o produto brasileiro, exportado à média de US$ 8,92, precisa se posicionar com base na qualidade. É o que defende o presidente-executivo da Associação Brasileira das Indústrias do Calçado (Abicalçados), Heitor Klein. “A orientação para os fabricantes nacionais de calçado, que tem dado certo, é de apostar em valor agregado, pois a concorrência no preço com o sapato chinês é inviável, já que a China, como se sabe, produz com preços ínfimos, baseados em dumping comercial e social”, avalia Klein.

Mapa da Concorrência

Além dos asiáticos, europeus também estão no mapa da concorrência. “Alguns países de lá têm despontado com força na produção e exportação de calçados. Auxiliados pelo acordo de livre circulação de mercadorias no âmbito da União Europeia, países como Portugal e Espanha vêm galgando espaços cada vez maiores no Velho Continente. Infelizmente, neste ponto, de acordos comerciais, o Brasil está atrasado, prejudicando o desempenho da nossa indústria no mercado internacional”, diz o presidente-executivo da Abicalçados. Com o câmbio estável e o preço do dólar acima de R$ 3,40, há um ambiente mais favorável para exportação. “Por outro lado, a Abicalçados tem realizado um trabalho muito forte de sensibilização quanto à adoção da exportação como estratégia perene, não apenas em determinadas situações de mercado”, explica Klein.

Mais durável, original e de qualidade

A fabricante Suzana Santos (São João Batista/SC) participou pela segunda vez da feira alemã GDS. Segundo a diretora da marca, Suzana Santos, os contatos foram efetivos. “Com esta alta do dólar, nossos produtos conseguem ser mais atrativos. Os lojistas têm gostado dos preços”, diz a empresária. A participação da exportação na produção da empresa é de 10%. “Queremos chegar a 20% em um ano. O dólar é um dos fatores que ajudam. É totalmente vantajoso para uma empresa o fato de exportar. Geralmente, o pagamento é antecipado”, comenta Suzana. Sobre o produto, o que os lojistas internacionais mais pedem é que eles tenham uma cara tropical. “O que podemos dar de melhor é o toque brasileiro. O que ouvimos em relação aos chineses é de que oferecemos mais durabilidade, originalidade e qualidade”, indica.

O dólar com a cotação alta ainda não refletiu no aumento das exportações brasileiras, que caíram 10,6% até julho deste ano, em relação ao mesmo período do ano passado. “Se espera que o efeito do câmbio resulte no aumento das vendas, e que isso ocorra no final deste ano e no início do ano que vem. Competir com o real desvalorizado é melhor para se inserir no cenário americano, afinal, é a moeda deles. E é o principal destino das exportações de calçado”, diz o economista e consultor da Abicalçados, Marcos Lélis.

Ele acredita que o preço da moeda americana deva ficar estável, mas alerta para outros fatores. “O que o exportador precisa saber é o patamar mínimo. Então, eu acredito que de R$ 3,20 não baixará. Se o Brasil perder o grau de investimento, o câmbio deve subir bastante”, alerta.

Carga Tributária

Gerente de Negócios para a América Latina da importadora Novi Footwear, Paulo Wolff trabalha há 10 anos representando marcas chinesas nos países vizinhos e acredita que o Brasil precisa investir em valor agregado. “Não há como recuperar o mercado que nós perdemos, que é o do private label. Este cliente tem estrutura na China”, diz Wolff, que já morou no país asiático. O executivo desmitifica algumas questões. “Posso afirmar que não é com mão de obra escrava que a China compete. Hoje, um funcionário da indústria calçadista chinesa sai com mais dinheiro no bolso do que um de chão de fábrica no Brasil. O que faz diferença é a carga tributária embutida”, compara. Wolff acrescenta que o comprador não quer comprar barato, ele quer quase de graça. “Um chinês raramente vai te dizer não.”

Fonte: Assintecal
 


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