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04/09/2015
Bienal da Agricultura: 2,1 mil pessoas fizeram um grande evento em Campo Grande

Durante os dois dias da Bienal dos Negócios da Agricultura Brasil Central, 2.134 pessoas passaram pelos stands, eventos paralelos e painéis da vitrine do agronegócio, vindas de cinco Estados e do Distrito Federal. Formado por produtores rurais, profissionais e estudantes, lideranças políticas e rurais, o público de diversas faixas etárias se surpreendeu e aprovou a programação e o conteúdo do evento, que recebeu caravanas de 24 municípios de Mato Grosso do Sul, de Mato Grosso e de Goiás.

A Bienal da Agricultura acontece a cada dois anos, realizada rotativamente nas capitais dos Estados do Centro-oeste. A primeira ocorreu em Goiânia, a segunda em Cuiabá e agora foi a vez da capital sul-mato-grossense. A Bienal é organizada pelas federações de agricultura e pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul), Mato Grosso (Famato), Goiás (Faeg) e Distrito Federal (Fape-DF).

A insegurança jurídica do campo foi abordagem em praticamente todas as falas na abertura oficial do evento, na noite da segunda-feira (31), motivada pelos últimos acontecimentos ocorridos no município de Antônio João (MS), onde indígenas invadiram várias propriedades nas últimas semanas. O presidente da Famasul – Federação da Agricultura e Pecuária de MS, Mauricio Saito, anfitrião da realização, todos os gargalos debatidos no evento perdem força quando entra em pauta o direito de propriedade. “Queremos que o Governo Federal cumpra o seu papel de defesa do cidadão brasileiro, seja índio ou não índio”, afirmou Saito.

Os três eventos paralelos do primeiro dia do evento tiveram os auditórios lotados, com informação de qualidade à imprensa e premiou o desempenho dos sojicultores. O Simpósio de Jornalismo Agropecuário, com a palestra do comunicador Fernando Barros, trouxe para discussão aos 150 profissionais da imprensa local a abordagem dos assuntos relacionados ao setor como a sustentabilidade e inovação no campo. “Temos que traduzir a agricultura em significados para a imprensa, só assim conseguiremos levar informações corretas e relevantes para a sociedade”, afirmou o palestrante.

Durante o Fórum Nacional de Produtividade, promovido pelo Cesb - Comitê Estratégico Soja Brasi, foi realizado o Desafio Nacional de Máxima Produtividade de Soja. O produtor e engenheiro agrônomo, Alisson Alceu Hilgenberg, de Ponta Grossa/PR, alcançou o que foi considerado um recorde de produtividade 141,79 sacas de soja por hectare e levou o título de campeão. Ainda no primeiro dia da Bienal, no período vespertino, a Abiove - Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais e a Aprosoja/MT - Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso realizaram 5º Seminário Nacional Soja Plus. O programa atendeu, em 2014, 135 produtores participantes com propriedades em 8 municípios, 1984 trabalhadores rurais envolvidos direta e indiretamente e cerca de 123 mil hectares percorridos.

O segundo dia da Bienal da Agricultura trouxe aos participantes informações de especialistas sobre competitividade, sustentabilidade, tecnologia e inovação. No primeiro painel ‘Entraves para a Competitividade da Agricultura do Centro-Oeste’, o embaixador especial da FAO para as cooperativas e ex-ministro, Roberto Rodrigues, associou o agronegócio ao futebol e arrancando aplausos e risadas do público distribuído nos três auditórios do Centro de Convenções Rubens Gil de Camillo, afirmou: "O Centro-Oeste é o Maracanã onde será jogada a final da Copa do Mundo da alimentação". O presidente do Sistema Famato/Senar, Rui Prado, mediou o painel.

A importância da pesquisa científica para o desenvolvimento do agronegócio foi destacada no segundo painel, com a palestra do chefe do Departamento de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa – Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, Celso Moretti e do presidente da Agrobio, Geraldo Berger. As mudanças climáticas e sua influência na agricultura foram abordadas no terceiro painel. A solução para minimizar os impactos dessas modificações do clima na agricultura está no sistema de integração Lavoura, Pecuária e Floresta. A alternativa foi apresentada pelo pesquisadores da Embrapa, Eduardo Delgado Assad e Marcos Heil Costa, que falou sobre as incertezas climáticas.

Finalizando a programação do evento, o quarto painel debateu a educação no campo, como fator de transformação das pessoas e da realidade na agricultura e contou com a participação de especialistas como o doutor em Economia e professor universitário, Claudio de Moura Castro e o especialista sênior do OIT/Cintefor – Centro Interamericano para o Desenvolvimento do Conhecimento Profissional da Organização Internacional do Trabalho, Fernando Vargas e o secretário executivo do Senar, Daniel Carrara. O moderador deste painel foi o presidente da Famasul, Mauricio Saito, que apresentou o desempenho do Senar/MS na educação rural.

O palestrante Claudio de Moura Castro propôs aos presentes uma viagem histórica na educação profissional global e fez uma analogia aos investimentos na atividade agropecuária. “A formação profissional é semelhante a propriedade rural que investe na compra de maquinários e tecnologia. Sabe que o dinheiro investido vai demorar para apresentar retorno, mas entende que é necessário para aumentar a produtividade e os ganhos futuros”, detalhou.

A Bienal da Agricultura ainda contou com duas ações que movimentaram o evento. A primeira foi o lançamento do livro Gestão de Sistemas do Agronegócio escrito pela professora da UFMS - Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Silvia Caleman, juntamente com os professores da USP - Universidade de São Paulo, Decio Zylbersztajn e Marcos Fava Neves. A segunda foi a assinatura do termo de cooperação entre a Cooplaf – Cooperativa de Leite da Agricultura Familiar e a Onu – Organização das Nações Unidas que tem como objetivo atingir as oito objetivos definidos pelo órgão internacional para mudar o mundo. A cooperativa é a primeira de Mato Grosso do Sul a fazer parte do Movimento Nacional pela Cidadania e Solidariedade da Onu. Os participantes aprovaram a ação sustentável promovida pela vitrine do agronegócio, Além do papel semente dos convites, crachás e kit, a Bienal da Agricultura distribuiu caneta biodegradável, copo ecológico e teve sinalização em telas de led. Com este mesmo objetivo, todas as informações do evento foram disponibilizadas no Aplicativo Bienal da Agricultura, disponível no App Store e Play Store durante a Bienal.

Os participantes avaliaram positivamente a programação e os assuntos abordados nos dois dias do evento. Para o vice-presidente do Sindicato Rural de Joara, em Mato Grosso, Etso Rosolin, a Bienal alcançou todas as expectativas que um produtor procura. “Achei a Bienal fantástica e uma ótima ideia de todos que apoiaram e acharam por fim reunir grandes nomes para debater assuntos do momento. Transferência de informações de ambas as partes com participação de vários convidados de regiões como Goiás, Brasília, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso e também destes jovens que estão aqui para aprender e se capacitar para o futuro” finalizou.“O simpósio para os jornalistas foi um acerto”. A afirmação é da jornalista de Cuiabá, Viviane Petroli, que participou ativamente dos painéis e foi uma das responsáveis por informar à população cuiabana sobre os acontecimentos do setor do agronegócio.

Sobre a Bienal - A Bienal dos Negócios da Agricultura Brasil Central é vitrine do agronegócio da região Centro-Oeste. Traz para discussão os temas mais emergentes do setor e já está na agenda dos principais eventos agro do País. É realizada a cada dois anos, rotativamente nas capitais dos Estados do Centro-oeste e é organizada pelas federações de agricultura e pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul), Mato Grosso (Famato), Goiás (Faeg) e Distrito Federal (Fape-DF).

A edição 2015 teve patrocínio do Sebrae – Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas, Senar – Serviço Nacional de Aprendizagem Rural, Monsanto, Bayer, Dow, Basf e OCB Centro-Oeste - Organização das Cooperativas do Brasil.

O evento contou com o apoio do Governo do Estado de MS, da Aprosoja/MS, da Fundems - Fundo para o Desenvolvimento das Culturas de Milho e Soja, da Fundect - Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia do Estado de Mato Grosso do Sul, do Sicredi e do Banco do Brasil e foi realizado em parceria com o SBA - Sistema Brasileiro do Agronegócio, com a TV Morena e com a Revista Granja. Para mais informações, acesse www.bienaldaagricultura.com.br.

Mais de duas mil pessoas, de 5 Estados e do DF, participaram do evento

Sobre o Sistema Famasul – O Sistema Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de MS) é um conjunto de entidades que dão suporte para o desenvolvimento sustentável do agronegócio e representam os interesses dos produtores rurais de Mato Grosso do Sul. É formado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), Fundação Educacional para o Desenvolvimento Rural (Funar), Associação dos Produtores de Soja (Aprosoja/MS) e pelos sindicatos rurais do Estado.

O Sistema Famasul é uma das 27 entidades sindicais que integram a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Como representante do homem do campo, põe seu corpo técnico a serviço da competitividade da agropecuária, da segurança jurídica e da valorização do homem do campo. O produtor rural sustenta a cadeia do agronegócio, respondendo diretamente por 17% do PIB sul-mato-grossense.


Fonte: Assessoria de Imprensa
 


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