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21/02/2018
Frigoríficos comparecem em peso à Gulfood

Mais de 30 associados da ABPA e Abiec ocupam pavilhão da carne brasileira na feira de Dubai. Espaço tem mezanino com degustação dos produtos. Minerva e JBS têm estandes próprios.

Por serem dois dos segmentos que mais contribuem para as exportações brasileiras aos países árabes, os frigoríficos de bovinos e as agroindústrias de carne de frango comparecem em peso à Gulfood, principal feira do setor de alimentos e bebidas da região do Oriente Médio, que ocorre até a quinta-feira (22) no World Trade Centre, em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.

Nos espaços liderados pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) reservados aos associados da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), 19 empresas dividem espaço com outras 16 empresas da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), com direito a mezanino onde são servidos churrasco e shawarmas, entre outros pratos com carne brasileira.

Fora dali, em estande próprio, está a Minerva: há onze anos a empresa participa da Gulfood fora do espaço da Apex. Embora lamente ter ficado um pouco longe dos demais frigoríficos brasileiros na edição deste ano, o consultor de operações industriais Richard Keller justifica o espaço próprio: “Temos fábricas também fora do Brasil, como na Argentina, Uruguai, Paraguai, Colômbia. Não daria para ter um estande com cada bandeira”, disse.

A feira de Dubai é prioritária para a companhia, que tem grande presença nos países árabes. “Somos líderes em alguns mercados da região, como Palestina, Líbano e Jordânia”, contou o executivo. O movimento no estande, que tem o mesmo tamanho do ano passado, é forte: “Ontem não havia lugar para sentar”.

Segundo Keller, a Minerva vai à Gulfood com objetivo principal de estreitar relacionamento com clientes e prospectar novos compradores. “Normalmente fechamos os negócios depois da feira”, contou. A companhia tem a holding saudita Salic entre seus acionistas.

Além da Minerva, a JBS tem seu próprio espaço na Gulfood. A alguns metros do estande deles, dentro do espaço da Abiec, a Plena Alimentos buscava clientes sauditas. Mohamad Sus, gerente de exportação para o Oriente Médio e norte da África, contou que as exportações da empresa de Contagem (MG) para a região começaram há dois anos. “O mercado saudita dá sinais de melhora. Tivemos alguns problemas no passado no Egito, e a Argélia está reabrindo, mas vemos oportunidades também na Jordânia, Líbano e Palestina. Para a Argélia há possibilidade forte de fechar acordo após a feira”, explicou.

Sus disse que o mercado está um pouco menos comprador este ano porque antes do último Ramadã as empresas estocaram bastante. A expectativa, segundo ele, é que os estoques se esgotem agora e após o próximo Ramadã a demanda volte a crescer. O Ramadã é o mês do calendário islâmico em que os fiéis jejuam durante o dia, mas se reúnem após o por do sol para refeições coletivas.

A Plena exporta produtos in natura para o mercado árabe, mas também trabalha com processados. Para este segmento, há muita procura de africanos. “Recebemos alguns visitantes deste mercado”, contou o executivo.

A Arábia Saudita também é o foco da Agroindustrial Iguatemi. “É o nosso maior cliente”, contou Douglas Domingues, gerente de exportação da empresa. Cerca de 30% do que o frigorífico de Iguatemi (MS) produz é exportado e 25% desse volume vai para os mercados árabes. “Temos vendas aos Emirados, Egito, Jordânia, mas o trabalho desenvolvido na Arábia Saudita nos dá mais espaço lá.”

A Frigotil participa da Gulfood pelo segundo ano seguido. O gerente comercial Sérgio Meirelles disse que a empresa de Timon (MA) nunca exportou para os árabes. “No ano passado eu recebia mais gente por dia, mas metade eram clientes chineses e russos, mercados que não nos interessam na feira. Neste ano estão vindo de 15 a 17 pessoas por dia, mais focadas na região: compradores da Jordânia, Iraque, Egito e Irã”, disse.

Frango

Enquanto shawarmas de carne de frango são servidos no mezanino, as agroindústrias associadas à ABPA aproveitam a Gulfood para encontrar clientes e buscar novos negócios. Schyene Ritter, gerente de importação e exportação da Guibon Foods, de Cianorte (PR), participa pela oitava vez da feira.

“É uma boa oportunidade para encontrar clientes não só daqui, mas também da Europa, buscar novos negócios, rever parceiros e marcar reuniões para afinar o discurso”, disse. Segundo ela, muitas reuniões importantes ocorrem durante a feira e, por estar lá, fica sabendo de informações que só chegarão depois ao Brasil.

A Guibon exporta para diversos mercados do mundo, mas tem entre os países islâmicos seus principais clientes. No Oriente Médio, vende principalmente para Arábia Saudita, Emirados e Catar.

Ao seu lado está Ivan Morais, representante da Jaguá em Dubai, onde vive há doze anos. “Cheguei para a Gulfood 2006 e aqui fiquei”, disse. Ele disse que a feira cresceu muito nesse período e a edição deste ano “está muito boa, como de costume, com muitas oportunidades com clientes do Oriente Médio e África”.

A Jaguá, de Jaguapitã (PR), exporta para quase toda a região do Oriente Médio. O executivo citou Arábia Saudita, Bahrein, Catar, Emirados e Kuwait como destino dos frangos da empresa.


Fonte: Agência de Notícias Brasil-Árabe
 
 


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