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No Conecta Expoagro Afubra, diversificação para aumentar renda

23/03/2021
No Conecta Expoagro Afubra, diversificação para aumentar renda

O último dia da programação do Conecta Expoagro Afubra – Especial online, ligando o campo e a cidade, foi de webinar sobre “Agricultura familiar: diversificação, produção e renda”. Na tarde desta sexta-feira, 19 de março, as explanações tiveram as presenças do secretário de Agricultura Familiar e Cooperativismo do Ministério da Agricultura (Mapa), Fernando Schwanke, nos debates, substituído pelo diretor do Departamento de Assistência Técnica e Extensão Rural da Secretaria de Agricultura Familiar do Mapa, Pedro Arraes; do tesoureiro da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), Marcílio Drescher; do representante da FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura), Rafael Zavala Gomez del Campo; do presidente da Emater/RS, Geraldo Sandri; e do produtor rural e influenciador digital, Giovane Weber.

Durante o evento, realizado em formato online e conduzido pela jornalista Lizemara Prates, os especialistas discutiram o cenário atual da agricultura familiar e avaliaram ações a serem implementadas para ampliar as possibilidades de renda e qualidade de vida. Como exemplo de diversificação bem-sucedida, foi apresentado um vídeo sobre a história do jovem Éricles Raymundo, de Passo do Sobrado/RS. A família implantou um pomar de goiabas na propriedade onde já era cultivado tabaco consorciado com pecuária e hortaliças. Como a colheita de frutas era grande, foi criada a agroindústria Ferreiro Sabores, com produção de doces de goiabas, figos e morangos e geleias de pimentas. Conforme Éricles, a Expoagro Afubra é muito importante para agricultura familiar e os cancelamentos prejudicaram a receita da agroindústria. Como sucessor da propriedade da família, o jovem diz que em outra atividade não teria tanta qualidade de vida como a obtida na produção rural.

Ao abrir o evento, Marcílio Drescher comentou que a maioria dos associados da Afubra é formada por produtores familiares e que a diversificação das propriedades sempre foi um dos fundamentos da entidade e objetivo principal da Expoagro Afubra. “A fumicultura, como monocultura, não é uma segurança plena e ter atividades diversas dá mais segurança ao produtor, estabilidade e qualidade de vida”, ressaltou. Porém, ele lembrou que não basta produzir, é preciso colocar no mercado e a produção tem que gerar renda. “Os três pontos básicos para fazer a diversificação são ter recursos disponíveis, que seja rentável e ter garantia de venda”, reforçou.

Drescher chamou a atenção para as dificuldades relacionadas à burocracia quando se trata de implantação de agroindústrias. “Muitas vezes os produtores recuam quando esbarram em licenciamentos e adequações para a legalização. Somos a favor de qualidade e fiscalização devida, mas, essa dificuldade inicial com burocracia, é um problema a ser superado”, lamentou.

Fernando Schwanke disse que 4 milhões de estabelecimentos rurais, dos 5 milhões existentes, são pequenas propriedades e que essa agricultura familiar é responsável por 25% de tudo o que é produzido pelo agro brasileiro. Ele explicou que o governo federal tem trabalhado pelo desenvolvimento da agricultura familiar, através da política de crédito, assistência técnica e comercialização. Sobre o crédito, ele contou que a inclusão de moradias dentro dos financiamentos pelo Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) fomenta a sucessão rural porque a captação é possível também para os filhos de produtores. “Nós ainda não conseguimos recolocar os produtores de tabaco dentro do Pronaf, mas conseguimos desvincular o Pronaf do Pronamp (Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural). Assim, já é possível usar a renda do tabaco como garantia para financiamentos dentro do processo de diversificação”, anunciou.

Sobre a assistência técnica, Schwanke disse que o Ministério lançou um programa porque o censo agropecuário revelou que apenas 20% dos produtores rurais conta com assistência, situação que é de 100% quando se trata de sistemas integrados de produção. E, para proporcionar mais oportunidades de comercialização, além do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), está sendo lançada uma linha de compras institucionais para compras da agricultura familiar.

Além disso, Schwanke explanou sobre o projeto Parcerias para Inovações nas Cadeias de Plantas Medicinais, Aromáticas, Bioativas e seus Derivados como Estratégia de Diversificação do Cultivo do Tabaco, implementado em parceria com a Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc). “Já estão definidas nove plantas aromáticas para que se possa implementar a diversificação e que ela gere renda para o produtor”, contou.

Por sua vez, o presidente da Emater/RS, Geraldo Sandri, disse que a extensão rural representa muito para o desenvolvimento sustentável. “A diversificação é uma aposta da Emater e, dentro desse processo, temos as agroindústrias, que são uma política do estado e que a Emater coloca no campo”, explicou. “Apoiamos com infraestrutura, adequações sanitárias e comercialização, inclusive com a implementação do selo Sabor Gaúcho”, relatou. Em relação à burocracia, ele disse que o governo está trabalhando para a simplificação dos processos. “Os extensionistas oferecem auxílio em relação à burocracia e há mobilização para flexibilizar a legislação sem que isso prejudique o meio ambiente ou a qualidade dos alimentos”, afirmou.

Sandri também comentou que a juventude está de olho na produção de alimentos e isso ocorre porque o trabalho está menos penoso e a renda é maior. “É preciso crescer de forma sustentável e produzindo alimentos, cuidando do meio ambiente, gerando maior qualidade de vida”, explicou. Ele falou ainda que a atuação da Emater durante a pandemia continuou acontecendo, inclusive, com a criação da feira virtual da agricultura familiar. “As feiras canceladas foram um desafio e uma oportunidade para que os produtores buscassem novas alternativas para colocarem seus produtos.”

E, Pedro Arraes explicou que o programa do governo federal prevê articulação com as empresas de extensão rural dos três estados do Sul para contribuir com a diversificação das áreas produtoras de tabaco. “Estão sendo feitos levantamentos sobre os potenciais de diversificação regionais”, comentou. A respeito dos mercados para os alimentos, ele disse que há a necessidade de ações de integração, por exemplo, de as universidades federais comprarem do seu entorno.

Já o produtor rural Giovane Weber explicou que o agricultor pode e deve buscar qualidade de vida. Relatou que ele e sua esposa abandonaram o campo e foram para a cidade, onde ficaram cinco anos e concluíram que viveriam melhor na lavoura. Porém, ele disse que o entrave encontrado pelos produtores é a venda. “Agricultor pode produzir de tudo, mas a dificuldade é vender. Tem lugares onde a logística é muito ruim, longe, estradas ruins, e isso é um grande empecilho”, salientou.

Turismo Rural - O representante da FAO no Brasil, Rafael Zavala Gomez del Campo, disse que o turismo rural brasileiro é “um gigante adormecido” e representa grandes chances de crescimento. Ao falar das características brasileiras, ele disse que, diferente dos outros países da América Latina, o Brasil não possui grandes concentrações urbanas e 70% da população vive em cidades pequenas ou médias. “Essa realidade está ligada à oportunidade e a agricultura familiar não é apenas importante, é fundamental”, afirmou. “Essa predominância das cidades pequenas e medianas implica a inserção da agricultura familiar, de empregos agrícolas e da exploração do potencial turístico”, falou. “Turismo é uma grande oportunidade e devemos aproveitar o patrimônio agrícola e alimentar brasileiro para possibilidade de turismo rural nacional e internacional”, completou.

Avaliação - O Conecta Expoagro Afubra marcou a passagem da data inicialmente programada para a Expoagro Afubra deste ano, cancelada por causa do agravamento da pandemia. Conforme o coordenador geral da feira, Marco Antonio Dornelles, a programação estaria sendo realizada nesta semana e, por isso, a ideia foi promover painéis sobre questões ligada aos principais temas do agronegócio e da agricultura familiar. “Convidamos especialistas e lideranças para três dias de discussão virtual e interação com o público”, contou. “Já tivemos duas edições da feira canceladas e esse evento teve o propósito de passar uma mensagem, ouvir a situação dos agricultores nesse um ano de pandemia”, avaliou.

Em 2022 – A coordenação da Expoagro Afubra já anunciou as datas da edição da Feira de 2022, que será de 23 a 26 de março. Serão 4 dias de atividades no Parque da Expoagro Afubra, conforme havia sido planejado nas programações canceladas em 2020 e 2021. Conforme Dornelles, a equipe já trabalha confiante de que, com a entrada da vacinação, poderá ser realizada a programação presencial.

Confira em: www.youtube.com/watch?v=aTE1vyqkQrU

https://afubra.com.br
 
 


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