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14/05/2018
6ª edição do Festival Literário de Iguape (FLI) é dedicado a reflexões sobre território e identidade

Realizado no Vale do Ribeira, região com o maior número de comunidades remanescentes de quilombos do estado de São Paulo, a programação reúne grandes nomes como Djamila Ribeiro, Conceição Evaristo, Elisa Lucinda, Ellen Oléria e muito mais

Entre os dias 24 e 26 de maio será realizado na cidade de Iguape, região sul do estado de São Paulo, a 6ª edição do Festival Literário de Iguape (FLI). Desta vez, a programação é dedicada a discussões sobre conceitos de território e identidade. O festival é uma realização das Oficinas Culturais, Programa da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo, gerenciada pela Poiesis, e em parceria com a Prefeitura Municipal de Iguape.

O FLI conta com show, sarau e conversas com a presença de artistas como Conceição Evaristo, Djamila Ribeiro, Elisa Lucinda, Ellen Oléria, Larissa Luz, Sandra de Sá e Daniel Munduruku, que discutem sobre identidade, ancestralidade e pluralidade de narrativas. Os eventos são gratuitos e serão na Praça da Basílica e Biblioteca Pública Municipal, além da programação preparada para as escolas municipais, bem como oficinas e workshops em sete municípios do Vale.

Durante os três dias de Festival, o público encontra no Ponto do Livro um espaço de troca de livros infantis, adultos e gibis. Uma oportunidade de renovar as bibliotecas pessoais sem custo!

O que é lugar de fala e qual a importância de buscar outros olhares que rompam com a história única? Para falar sobre o assunto, Djamila Ribeiro participa do bate-papo sobre seu livro O que é lugar de fala? (2017), que acontece na quinta-feira (24) às 20h00. Sexta-feira (25) às 21h30, Conceição Evaristo fala sobre sua trajetória como escritora, refletindo sobre o papel da mulher negra na literatura brasileira. As conversas têm mediação da escritora Bianca Santana, autora do livro Quando me descobri negra.

Para trazer um panorama da literatura do Vale do Ribeira, explorando a poesia, meios de publicação e a relação com outras expressões e linguagens artísticas, Filoh Poeta, Julio Cesar da Costa, Marcos Mendes e Osvaldo Matsuda participam da conversa Literatura do Vale sexta-feira (25) às 20h00 com mediação de Lisângela Kati do Nascimento.

Em Território e identidade, o público reflete, a partir de perspectivas quilombolas, indígenas, caiçaras, caboclas e negras, sobre ancestralidade, relações sociais e valorização das culturas tradicionais. A conversa ocorre no sábado (26) às 14h00. Encerrando as conversas do Festival, Elisa Lucinda, Luiz Silva (Cuti) e Vagner Amaro participam do Vozes de desconstrução e falam sobre a desconstrução de narrativas colonizadas, subversão de pensamentos e construção de representações plurais na literatura. O bate-papo acontece às 21h00 do sábado.

Música e teatro

Na quinta-feira (24) às 14h00, o grupo Morabeza Nação apresenta o espetáculo 3Áfricas – As rainhas do tempo, que transforma a história dos Três Reis Magos – Melchior (rei da Pérsia), Gaspar (rei da Índia) e Baltazar (rei da Arábia) – em uma narrativa sobre três rainhas, cada uma de um país africano: Cabo Verde, Moçambique e Senegal. O trabalho une teatro e música com tambores e instrumentos de cordas que compõem a trilha sonora ao vivo. A partir das 22h00, Roberta Estrela D’Alva, slammer e apresentadora do programa “Manos e Minas”, comanda o Flisarau, encontro poético com microfone aberto para todos que quiserem ler e recitar textos, autorais ou não.

Uma das principais escritoras da literatura brasileira é homenageada no espetáculo Canto de vida e obra: Conceição Evaristo, que transforma a história da escritora em uma narrativa literária e musical. O trabalho é apresentado ao público na sexta-feira (25) às 22h30.

Sons do Guarani reúne mais de 60 indígenas para um espetáculo de celebração da cultura guarani. O show rola às 11h00 e abre as atividades de sábado (26). Às 17h00, o Quilombo do Morro Seco, que recebeu do Ministério da Cultura em 2017 o Prêmio Culturas Populares – Edição Leandro Gomes de Barros, apresenta o tradicional Fandango.

A cantora Larissa Luz convida Sandra de Sá e Ellen Oléria para show no sábado (26) às 22h30. No repertório, canções de seu último trabalho Território Conquistado (2016), indicado como Melhor Álbum de Pop Contemporâneo em Língua Portuguesa no Grammy Latino 2016. Para encerrar o FLI 2018, às 23h40 a Comunidade Jongo Tiduca convida a todos para uma grande roda de jongo, dança de roda brasileira praticada ao som de tambores.

Todos os espetáculos serão na Tenda da Praça da Basílica, no centro histórico da cidade. Veja abaixo a programação completa do FLI 2018:

Território da Palavra – Praça da Basílica

24/5 | Quinta-feira

14h00 | Espetáculo: 3Áfricas – As Rainhas do tempo
18h00 | Ponto do Livro
20h00 | Bate-papo: O que é lugar de fala? com Djamila Ribeiro
22h00 | Flisarau com Roberta Estrela D’Alva
22h00 | Sessão de Autógrafo com Djamila Ribeiro (O que é lugar de fala?)

25/5 | Sexta-feira

18h00 | Ponto do Livro
18h00 | Sessão de Autógrafo com Conceição Evaristo
20h00 | Bate-papo: Literatura do Vale com Filoh Poeta, Julio Cesar da Costa, Marcos Mendes e Osvaldo Matsuda
21h30 | Bate-papo: Escrevivência com Conceição Evaristo
22h30 | Espetáculo: Canto de vida e obra – Conceição Evaristo

26/5 | Sábado

11h00 | Ponto do Livro
11h00 | Espetáculo: Sons do Guarani com as aldeias Pindo Ty, Takuari Ty e Itapoã
14h00 | Bate-papo: Território e identidade com Antonio Diegues, Benedito da Silva, Claudionor Henrique Pedroso, Daniel Clayton Pedro Rodrigues, Daniel Munduruku, Hermes Modesto Pereira, Maíra Silva, Rodrigo Marinho, Tatiana Cardoso e Timóteo Verá Tupã Popyguá
17h00 | Espetáculo: Fandango do Morro Seco
17h00 | Sessão de Autógrafo com Timóteo Verá Tupã Popyguá (Yvyrupa – A terra uma só) e Lisângela Kati do Nascimento (O lugar do lugar no ensino da geografia)
20h00 | Sessão de Autógrafo com Fátima Cristina Pires (Ariú), Lydia da Silva Gonçalves (A flor que encanta) e Isabel Campos (Árvore para passarinhos).
21h00 | Bate-papo: Vozes de desconstrução com Elisa Lucinda, Luiz Silva (Cuti) e Vagner Amaro
22h30 | Show: Larissa Luz convida Sandra de Sá e Ellen Oléria
23h40 | Show: Roda de Jongo com Jongo Tiduca

Sobre a Poiesis

A instituição, que tem por objetivo o desenvolvimento sociocultural e educacional, com ênfase na preservação e difusão da língua portuguesa, desenvolve e gere programas e projetos, pesquisas e espaços culturais, museológicos e educacionais voltados para o complemento da formação de estudantes e público em geral. A Poiesis trabalha com o propósito de propiciar espaços de acesso democrático ao conhecimento, de estímulo à criação artística e intelectual e de difusão da língua e da literatura.


Fonte: Assessoria de Imprensa
 
 


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