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Empresas de São Paulo comemoram negócios na maior feira de alimentos do mundo

26/10/2018
Empresas de São Paulo comemoram negócios na maior feira de alimentos do mundo

A Sial-Paris, que termina nesta quinta-feira, teve a presença de 26 expositores do município, a maior comitiva brasileir

Além de ter levado à Sial-Paris 2018 a maior comitiva de expositores do país, a cidade São Paulo pode comemorar também os resultados de suas empresas na feira, considerada a principal do setor de alimentos e bebidas do mundo, que começou no domingo se encerra nesta quinta-feira (25/10).

De 170 estandes do pavilhão brasileiro, organizado pela Apex-Brasil, 26 eram de empresas paulistanas, que contaram com a mobilização e apoio da SP Negócios, a agência de promoção de investimentos e exportações da Prefeitura de São Paulo, parceira da Apex para o município.

Um dos exemplos de bons resultados alcançados na feira é o da Soul Brasil, de condimentos e geleias feitos com ingredientes orgânicos tipicamente brasileiros, como açaí, manga ubá, cumaru e pimenta jiquitaia. A empresa foi criada há apenas 6 meses, voltada para exportação, com apoio do núcleo paulistano do Peiex (Programa de Qualificação para Exportação), parceria entre SP Negócios, Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos) e Fecap (Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado).

Esta foi a primeira participação da Soul Brasil na Sial-Paris e os resultados são promissores. “Pudemos fazer a apresentação de nossos produtos a um grande público, tanto de europeus como de outras partes do mundo. E a receptividade foi enorme. A nossa perspectiva é de obter um total de US$ 160 mil em negócios a partir da feira”, explicou Letícia Feddersen, CEO da empresa.

Outra que inicia sua produção e que estreou na Sial francesa é a Miss Croc, de granolas crocantes, para acompanhar saladas e outros alimentos. A proprietária, Paula Franco, criou os produtos, com infinidade de temperos, a partir de uma necessidade doméstica. Como os filhos não comiam salada, passou a testar complementos saudáveis para ajudar na alimentação deles.

Aos poucos, amigos e parentes provaram e aprovaram os “crisps crocantes” misturados a saladas e outros alimentos. Daí veio a ideia do empreendimento e hoje ela tem uma produção no bairro de Pinheiros, na Zona Oeste e boas vendas locais. A participação na Sial-Paris veio de surpresa, a partir de convite da Apex-Brasil. E a Miss Crocs obteve sessões de capacitação-relâmpago sob medida, pelo núcleo paulistano do Peiex, que a ajudou a preparar-se para a estreia internacional.

“A equipe do Peiex foi muito importante, porque a gente não tinha ideia do que seria a Sial e como o mercado externo funciona. A equipe esteve na empresa em todas as semanas, fizemos reuniões, nos orientaram a mudar a embalagem para o mercado externo e sobre a legislação para exportar. E estamos aproveitando bem este primeiro contato com o mercado internacional”, explicou Paula Franco.

Ela preferiu não fazer previsões sobre negócios efetivos a partir da feira, já que o primeiro objetivo em Paris era apresentar seus produtos internacionalmente e alavancar negócios futuros. Nesse sentido, explica que manteve contatos promissores, como o de uma multinacional europeia que visitou seu estande e iniciou conversas para um “private label”, parceria para produção no Brasil dos produtos da marca.

“Trabalhamos com os mais altos requisitos de qualidade e isso foi apreciado e reconhecido durante a feira”, complementa a proprietária da Miss Croc, que teve suas granolas culinárias utilizadas e aprovadas pela chef em receitas da cozinha experimental da feira.

A Tapioca da Terrinha é uma empresa sediada em Parelheiros, na Zona Sul de São Paulo, que conquistou mercado nos últimos anos, tanto no país como no Exterior, aproveitando a crescente preocupação do consumidor com produtos sem glúten, em substituição do pão tradicional.

Embora já exporte para Estados Unidos e Europa, países com grande volume de compradores presentes na Sial, o CEO da Tapioca da Terrinha, Fernando Arruda, explica que utilizaram a feira neste ano tanto para conquistar novos clientes como para testar a receptividade do público para novas embalagens.

A empresa apresentou em primeira mão em Paris embalagens de doses individuais (porções para fazer a chamada “crepioca”, por exemplo), cada vez mais demandadas em países como a França por pessoas que moram sozinhas ou casais sem filhos. A empresa lançou ainda um novo produto, uma farofa, que segundo o executivo obteve muito boa receptividade durante a feira.

“As empresas que desejam realizar negócios no setor de alimentos não podem deixar de estar presentes em eventos deste porte. Os que vieram pela primeira vez certamente identificaram não só oportunidades comerciais, mas também as maiores tendências globais de consumo do setor. No pós-evento, o programa São Paulo Exporta continuará oferecendo apoio às empresas para que consigam viabilizar negócios e propostas feitas na feira”, explicou Juan Quirós, presidente da SP Negócios, que lidera missão de negócios em Paris, centrada no apoio às empresas paulistanas na Sial.

Para Valéria Domingues, CEO da Brasilian Forest, empresa comercial-exportadora especializada em temperos naturais à base de ervas e frutos da biodiversidade brasileira, a Sial-Paris é “praticamente uma escola”, onde as empresas internacionais aprendem e se atualizam a cada edição.

“Se você é do setor de alimentos e quer fazer negócios com o mundo, o mundo está aqui. Aqui encontramos distribuidores, indústrias, fornecedores e os nossos concorrentes. E para nós do Brasil, que estamos distantes dos principais centros internacionais, a feira é um festival de inovação, de atualização para os nossos produtos e embalagens. Ficar fora de uma feira como esta é não participar da evolução do mercado e não podemos deixar de nos atualizar sempre”, avaliou Valéria Domingues.

A Sakura, empresa tradicional de molhos de soja, pimentas e temperos, com sede na Vila Carrão, na Zona Leste, participa da Sial anualmente. E, como em outras edições, os executivos da empresa na França, Amine Siagh e Roberto Takashi Ohara, responsáveis por comércio exterior e vendas, saíram satisfeitos com os resultados. Neste ano, a presença no pavilhão brasileiro da Sial foi utilizada tanto para a ampliação de negócios na Europa quanto para manutenção do relacionamento nos mercados já conquistados na região.

A Dinda Foods, marca de alimentos básicos de consumo massivo, como arroz, feijão, carnes e manteiga, baseada na capital paulista, volta à Sial-Paris em busca de novos clientes na Europa, mas principalmente nos países da África, seu principal mercado, que enviou grande volume de compradores à feira. A Dinda dedica-se também ao mercado interno brasileiro, mas dirige sua estratégia de distribuição principalmente ao exterior, que além dos países africanos inclui também o Oriente Médio. Rafael Valentini, diretor da Dinda na Sial, relatou à SP Negócios que a marca fez bons negócios e avançou em conversações promissoras com compradores durante os cinco dias de feira.

Outra grande empresa com base comercial em São Paulo presente na Sial-Paris é a Obrigado, de água de coco. A companhia, há apenas três anos no mercado, já está presente em boa parte dos grandes grupos de varejo brasileiros e é forte em exportações.

O gerente comercial internacional, Carlos von Bulow, explica que a participação na Sial 2018 é fundamental para reforçar a presença da marca para o público europeu e apresentar novas variedades de seu produto, com misturas de frutas à água de coco. A produção da Obrigado vem de fazendas na Bahia. Depois do êxito em Paris, Bulow e equipe seguem para desbravar mercados no Oriente Médio e Ásia.
 
 


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