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SP-Arte chega à sua 16ª edição com nomes seminais da arte nacional e estrangeira

02/03/2020
SP-Arte chega à sua 16ª edição com nomes seminais da arte nacional e estrangeira

Entre os dias 01 a 05 de abril, o Festival Internacional de Arte de São Paulo ocupa o Pavilhão da Bienal, no Parque Ibirapuera

As estreantes Garth Greenan Gallery (Nova York), Carpenters Workshop Gallery (Nova York), S2 (Londres) e Ginsberg (Lima) juntam-se a tradicionais participantes como David Zwirner (Nova York), Neugerriemschneider (Berlim), Galleria Continua (San Gimignano), 1 Mira Madrid (Madri) e Galería Sur (Montevidéu). Entre as nacionais, retornam ao Pavilhão: Fortes D'Aloia & Gabriel (São Paulo), Galeria Jaqueline Martins (São Paulo), Galeria Luisa Strina (São Paulo), Galeria Nara Roesler (Brasil), Paulo Darzé Galeria (Salvador) e Mendes Wood DM (São Paulo), apresentando destaques de seus artistas.

Força Institucional

No mês em que São Paulo conta com mostras de relevância, a SP-Arte aborda narrativas que conversam com os trabalhos apresentados nas instituições. A chilena Paz Errázuriz (Artespacio, Santiago do Chile) recebe sua primeira grande retrospectiva no Instituto Moreira Salles (IMS) enquanto, na SP-Arte, são apresentadas fotografias de sua série Niñas, dos anos 1980. Em ambas ocasiões, serão expostas imagens de pessoas às margens da sociedade, fotografadas durante a ditadura de Pinochet, no Chile. Enquanto isso, a Pinacoteca de São Paulo apresenta a maior retrospectiva de Hudinilson Jr., artista cujos trabalhos também serão expostos na Feira. Hudinilson, que atualmente faz parte dos acervos de instituições como Museu Reina Sofia (Madri) e MoMA (Nova York), terá suas produções multimidiáticas, focadas no corpo masculino, expostas pela Galeria Jaqueline Martins (São Paulo).

Já o Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM-SP) apresenta um dos mais multifacetados mestres da arte brasileira, Antonio Dias (Galeria Nara Roesler, São Paulo). Obras como Feri-me Novamente, dos anos 1960, serão expostas pela Galeria Nara Roesler, ao lado da produção de outros artistas representados, como León Ferrari e Artur Lescher. A Paulo Darzé Galeria (Salvador), por outro lado, fará um estande solo do artista com produções dos anos 2000. Os trabalhos abstratos de abordagem política de Dias já passaram por diversas instituições, a exemplo da Pinacoteca de São Paulo e Daros Latinamerica Collection (Zurique).

A célebre dupla de arte urbana, OsGemeos, ocupará as sete galerias e o octógono da Pinacoteca de São Paulo com a exposição OsGemeos: Segredo. Com curadoria de Jochen Volz, a mostra fará uma reflexão sobre arte e cidade. Por outro lado, na SP-Arte, a Fortes D'Aloia & Gabriel levará outras obras da dupla de irmãos, que atuam conjuntamente desde o final de década de 1980.

Destaques da feira

A estreante S2 (Londres) também trata a relação entre arte e cidade ao apresentar o ícone do grafite e da pintura neoexpressionista, Jean-Michel Basquiat. O norte-americano, cujas obras estiveram expostas no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) até o início do ano passado, é um dos artistas mais influentes dos anos 1980, responsável pela inserção de artistas grafiteiros no cenário da época. Suas obras, que abordavam temáticas políticas e raciais, estarão expostas lado a lado com as de Yves Klein, referência da arte conceitual com suas icônicas pinturas azuis.

Já a Garth Greenan (Nova York), que também participa pela primeira vez da SP-Arte, traz obras de Howardena Pindell, inéditas no Brasil. As pinturas e colagens da artista, que possui uma produção de mais de 50 anos, aterrizam na SP-Arte após exposição individual no Museum of Contemporary Art de Chicago, em 2018. Pindell, que foi a primeira mulher negra a integrar a curadoria do MoMA quando se somou à equipe em 1967, aborda questões como racismo, memória e experiência humana em sua produção. Mais recentemente, o vídeo Free, White and 21 integrou a exposição Histórias Feministas, do MASP.

A brasileira Mendes Wood DM (São Paulo) apresenta trabalhos de peso museológico com produções de artistas como Otobong Nkanga e Rosana Paulino. A nigeriana Otobong Nkanga recebeu menção honrosa na exposição May You Live In Interesting Times, da 58ª Bienal de Veneza, e estuda as mudanças sociais e topográficas do ambiente ao seu redor. Neste ano, a artista estreia ainda uma exposição individual em Groupis Bau (Berlim). Rosana Paulino, representada recentemente pela galeria, realizou individual no MAR (Rio de Janeiro) e foi uma das participantes da 21ª Bienal Sesc_Videobrasil. Paulino investiga, desde os anos 1990, questões pouco discutidas no cenário artístico brasileiro, como gênero, identidade e representação negra, tornando-se referência nas temáticas até os dias de hoje.

O colombiano Carlos Motta, representado pela Vermelho (São Paulo), traz histórias do presente e do passado, com um enfoque particular nas discussões sobre gênero e sexualidade. Participante da 32ª Bienal de São Paulo (2016), recebeu individual na galeria Vermelho (2019) e teve seu trabalho exposto na mostra Soft Power no MoMA de São Francisco, iniciada em outubro de 2019, em que os artistas participantes exploravam seus papéis como agentes sociais.

OpenSpace

Júlia Rebouças assume a curadoria da segunda edição do OpenSpace. Em destaque pelo trabalho no 36º Panorama da Arte Brasileira e na exposição Entrevendo, de Cildo Meireles (2019), a curadora lidera o projeto que rompe com o formato clássico dos estandes e leva trabalhos para o lado de fora do Pavilhão da Bienal, no Parque Ibirapuera – onde se realiza a SP-Arte. Tal como um parque de obras de arte, o setor convida os visitantes do Parque Ibirapuera a ter uma experiência gratuita pelo exterior do prédio de Oscar Niemeyer.

A ideia de um "jardim dentro de um jardim" pauta a curadoria desta edição. Por meio da posição estratégica das obras, a curadora constrói um todo poético em torno do conceito de jardim. Maxim Malhado (Paulo Darzé, Salvador), que foi um dos artistas participantes do 36º Panorama, é novamente selecionado por Rebouças para o setor OpenSpace. Por meio de centenas de tocos de madeira reaproveitada, Malhado apresenta a obra Girassóis, que remete à flor quando os materiais são dispostos. Alexandre da Cunha (Galeria Luisa Strina, São Paulo), por outro lado, apresenta obras da série Public Sculptures, manilhas de concreto com espuma de colchão, já expostas nos Estados Unidos e no Reino Unido.

Lista parcial de artistas:

- Casa Triângulo – Márcia Xavier
- Galeria Athena – Lais Myrrha
- Galeria Luisa Strina – Alexandre da Cunha
- Galeria Marília Razuk – Rodrigo Bueno
- Paulo Darzé – Maxim Malhado
- Verve – Marco Paulo Rolla

Solo

No Solo, as experiências latino-americanas em meio às crises da região repercutem nas obras dos dez artistas de sete países diferentes (Brasil, Argentina, Colômbia, Equador, Guatemala, Paraguai e Peru). Com curadoria de Alexia Tala, o setor possibilita ao público um mergulho histórico e político nesses territórios. Os artistas escolhidos debatem sobre as questões latentes dessa região, como estabilidade e autonomia frente às formas modernas de dominação, as quais impactaram suas trajetórias nacionais.

A tensão vivida pelas economias emergentes é simbolizada na obra de Ximena Garrido-Lecca (80m2 Livia Benavides, Lima), artista participante da 34ª Bienal de São Paulo. A peruana utiliza elementos da natureza para refletir acerca da relação entre matéria-prima e produção industrial. Garrido-Lecca levará para a SP-Arte um projeto visual intitulado Aceite de piedra, expressão que significa, em espanhol, petróleo. A partir disso, expressa aspectos cotidianos de Lobitos, distrito litorâneo do Peru, em que o modo de vida artesanal, à base de pesca e de produções locais, perdem espaço para a economia regida pela extração industrial de petróleo.

Materiais como bronze e ferro dão o tom das obras de Paul Setúbal (C.galeria, Rio de Janeiro), que tratam da simbologia do corpo na sociedade em aspectos como violência, abuso e poder – questões presentes em A balada da primeira queda e Compensação por excesso. O artista retorna à Feira após experienciar a residência de três meses na Delfina Foundation, fruto da sétima edição do Prêmio de Residência SP-Arte. Assim como na obra de Setúbal, a temática da violência se encontra na produção de Cristina Piffer (Rolf Art, Buenos Aires), em que o uso de materiais como pó de sangue desidratado, vísceras de animais e graxa retratam a tensão dos acontecimentos na Argentina do século 19.

Lista completa de artistas:

- 80m2 Livia Benavides – Ximena Garrido-Lecca
- C.galeria – Paul Setúbal
- El Gran Vidrio – Guillermo Daghero
- Galería Patricia Ready – Joaquín Sánchez
- Galeria Superfície – Wlademir Dias Pino
- Ginsberg Galería - Antonio Paucar
- Henrique Faria Fine Art – Esvin Alarcón Lam
- Janaina Torres Galeria – Daniel Jablonski
- Pasto – Zé Carlos Garcia
- Portas Vilaseca Galeria – Leyla Cárdenas
- Rolf Art – Cristina Piffer

Performance

Por meio de apresentações de cinco artistas brasileiros de diferentes partes do país, o setor Performance, por sua vez, propõe uma reflexão sobre os valores individuais e sociais na vivência contemporânea. Em 2020, a curadoria fica a cargo, pelo segundo ano consecutivo, de Marcos Gallon, diretor artístico da Verbo – Mostra de Performance Arte, que, por meio de sua seleção de performances, levanta debates políticos latentes.

Com um banho de pipocas, como se estivesse abençoando o visitante, Ayrson Heráclito (Portas Vilaseca Galeria, Rio de Janeiro) realiza a performance Buruburu, uma referência aos rituais de religiões afro-brasileiras. Ao longo da SP-Arte, Elilson (Vermelho, São Paulo) realiza sua performance, como um corpo invisível, sob o discurso da resistência. O artista propõe a discussão da permanência do contexto autoritário da ditadura militar brasileira nos dias de hoje.

O corpo se torna uma ferramenta para a performance inédita de Marco Paulo Rolla (Verve, São Paulo), um dos artistas mais tradicionais desse campo no Brasil. Por meio de Espectros, ele convida a uma reflexão sobre as camadas visíveis e invisíveis que constituem o ser humano. Além de sua participação no setor, Rolla também terá um trabalho no setor OpenSpace.

A interação com o público proposta por Élle de Bernardini (Luciana Caravello Arte Contemporânea, Rio de Janeiro), intitulada Campo de contato II – Tapa pra que te quero, sugere uma provocação aos valores relacionados à violência e ao corpo trans. Já Carla Borba (Galeria Aura, São Paulo), com 7 Cabeças, apresenta uma discussão sobre o lugar da mulher na sociedade e no próprio ofício artístico.

Lista completa de artistas:

- Luciana Caravello Arte Contemporânea – Élle de Bernardini
- OÁ Galeria – Carla Borba
- Portas Vilaseca Galeria – Ayrson Heráclito
- Vermelho – Elilson
- Verve Galeria – Marco Paulo Rolla

Masters

Com o objetivo de criar uma exposição histórica, a curadora baseada em Londres, Maria do Carmo M. P. de Pontes, relaciona artistas com trajetórias longevas a aqueles que tiveram uma interrupção precoce de suas carreiras. Em um mesmo setor, serão apresentados nomes como Jean-Michel Basquiat e Yves Klein (S2, Londres), Leonilson e Feliciano Centurión (Galeria Marília Razuk e Millan, São Paulo), Robert Mapplethorpe (Fortes D'Aloia & Gabriel, São Paulo), Flávio de Carvalho (Almeida e Dale Galeria de Arte, São Paulo), Amélia Toledo (Galeria Marcelo Guarnieri, Ribeirão Preto), Ismael Nery (Paulo Kuczynski, São Paulo) e José Antonio da Silva (Galeria Estação, São Paulo)

A Fortes D'Aloia & Gabriel apresenta a dupla Ivens Machado (1942-2015) e Robert Mapplethorpe (1946-1989). Apesar de apresentarem estéticas muito diferentes, ambos abordam temáticas relacionadas ao corpo e à sexualidade, que se revelaram controvérsias ao longo de suas carreiras. Enquanto Mapplethorpe faleceu abruptamente aos 42 anos de idade como decorrência de complicações da Aids, Ivens teve uma trajetória mais longeva, em que pôde explorar diversas mídias como escultura, vídeo, desenho e pintura. Os dois foram nomes seminais das artes visuais que resistiram às repressões de sua época.

Conceitos como sexualidade e gênero também são explorados pelo brasileiro Rafael França (Galeria Jaqueline Martins, São Paulo, 1957-1991) e o paraguaio Feliciano Centurión (1962-1994). Por meio do uso de bordados e tecidos, campos de criação femininos segundo a tradição paraguaia, Centurión revelava seus desejos e vontades quase como em um diário íntimo. Após a descoberta da Aids, o trabalho do artista ganhou uma camada ainda mais autobiográfica.

Rafael França, vítima da mesma doença, se dedicou principalmente à produção de audiovisuais que tratavam da sexualidade. Membro do grupo 3NÓS3, do qual Hudinilson Jr. também fez parte, experimentou com xerox no início de sua carreira e acabou focando em produções audiovisuais. Buscou desenvolver um código de narrativa específico para esse suporte, ao manipular elementos videográficos, como a sincronia das falas, e ao colocar a si mesmo e a seus amigos como personagens de suas criações.

O francês Yves Klein (S2, Londres) também fez do corpo uma de suas principais temáticas durante sua breve carreira. Apesar de sua morte prematura aos 34 anos, Klein foi um dos pioneiros da arte conceitual e da pós-modernidade – questões abordadas por meio do vazio de suas obras. O artista já foi o centro de exposições nas mais renomadas instituições do mundo como Tate (Londres), Centre Pompidou (Paris), Museu Ludwig (Colônia) e Guggenheim (Bilbao).

Lista completa de artistas:

- Almeida e Dale Galeria de Arte – Flávio De Carvalho
- Arevalo Fine Art Miami – Ernesto Briel
- Fortes D'Aloia & Gabriel – Ivens Machado e Robert Mapplethorpe
- Galeria Estação – Agnaldo dos Santos e José Antônio da Silva
- Galeria Jaqueline Martins – Rafael França
- Galeria Marcelo Guarnieri – Amélia Toledo
- Galeria Marilia Razuk e Millan – Feliciano Centurión e Leonilson
- Paulo Kucyznski Escritório de Arte – Ismael Nery e Raimundo de Oliveira
- S2 – Jean-Michel Basquiat e Yves Klein

Programação

A 16ª SP-Arte têm uma programação direcionada ao debate e à compreensão da arte contemporânea, realizando, portanto, conversas com especialistas no Talks, além de Visitas Guiadas, que facilitam a navegação pelo evento. As galerias e os ateliês de artistas também se juntam à comemoração por meio de programações pela cidade como Gallery Night e Circuito Ateliês Abertos.

O Talks retorna em sua 16ª edição em um novo formato. Em parceria com o Instituto Pivô, o tradicional ciclo de palestras gratuitas migra para o centro da cidade e recebe um programa que antecede a abertura da Feira. Nos dias 28 de 29 de março, no espaço do Pivô, artistas e teóricos nacionais e internacionais se juntam para discutir questões relacionadas à economia e circulação das artes em formato íntimo com o público.

O Circuito Ateliês Abertos, que se divide entre Centro e Vila Madalena, coincide com as datas do Talks e promove um contato mais próximo entre os artistas e o público. Enquanto isso, o Gallery Night é um circuito realizado por dezenas de galerias na cidade de São Paulo, que promovem aberturas de importantes exposições, visitas guiadas com curadores e conversas com artistas.

Mais informações sobre os setores e a programação da 16ª SP-Arte – Festival Internacional de Arte de São Paulo serão divulgadas em breve.

Serviço

16ª SP-Arte
Data: 01 a 05 de abril de 2020
Local: Pavilhão da Bienal – Parque Ibirapuera, Portão 3 – São Paulo, Brasil
Entrada: R$ 50,00 [geral] R$ 25,00 [estudante]
*estudantes, portadores de deficie^ncia e idosos com mais de sessenta anos [necessa´ria a apresentac¸ão de documento]. Crianc¸as até dez anos não pagam entrada.
A bilheteria encerra suas atividades 30 minutos antes do término do evento.
www.sp-arte.com
 
 


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