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Embrapa lança CBSoja GoLive debatendo mercado internacional e sustentabilidade da soja

01/07/2021
Embrapa lança CBSoja GoLive debatendo mercado internacional e sustentabilidade da soja

O CBSoja GoLive, plataforma on-line da Embrapa Soja, que antecede a realização do IX Congresso Brasileiro de Soja (CBSoja) e do Mercosoja, a serem realizados de 16 a 10 de maio de 2022, em Foz do Iguaçu (PR), teve início neste dia 28 de junho, com enfoque no debate que envolve a produção sustentável de soja e o mercado internacional de grãos e farelo de soja.

A cerimônia de abertura contou com a participação do general Antonio Hamilton Mourão, vice-presidente da República, de Celso Moretti, presidente da Embrapa, de Rodolfo Rossi, membro fundador da Associação da Cadeia de Soja da Argentina e de Alexandre Nepomuceno, chefe-geral da Embrapa Soja, e Adeney Bueno presidente do evento.

Mourão destacou o papel do agronegócio para a economia brasileira, que tem protagonizado avanços tecnológicos e ganhos de produtividade que colocam o País na vanguarda mundial da produção de alimentos. Neste sentido, afirmou que o governo federal vem executando ações para apoiar o setor, seja colaborando para destravar as amarras da economia (reduzindo o custo Brasil, por exemplo), ajudando na manutenção do produtor no campo, investindo em melhorias estruturais para escoar a produção, entre outras”, disse.

“O desafio é produzir mais e melhor. No mundo globalizado, em que há convergência dos mercados, não são aceitáveis o desmatamento ilegal ou práticas ambientais predatórias. Neste sentido, deve-se adotar, portanto, critérios para uma gestão ambiental, social, tanto nas operações quanto nos investimentos. Temos que equalizar os interesses do setor produtivo e as justas demandas da preservação ambiental, desconstruindo os discursos que estigmatizam o Brasil”, afirmou.

Mourão destacou ainda a parceria do agronegócio entre os países do Mercosul. “Podemos ser considerados a Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) dos alimentos e acredito que os desafios que temos, devemos enfrentar juntos, porque podemos e devemos ser o celeiro do mundo”, disse o vice-presidente.

Celso Moretti, presidente da Embrapa, também reforçou o papel do Cone Sul na produção de alimentos no mundo que, em 2050, estima-se contar com 10 bilhões de pessoas. “O agro é o motor da nossa economia e colabora com o desenvolvimento do Brasil. O agronegócio seguirá tendo papel importante na economia brasileira, tanto que o valor bruto da agricultura brasileira deve ultrapassar 1 trilhão de reais brevemente”, destacou.

Moretti lembrou de como o Brasil, dependente da importação de alimentos na década de 1970, se tornou grande exportador de produtos agrícolas, muito em função do investimento em pesquisa e inovação para o desenvolvimento de uma agricultura tropical que transformou o cenário nacional.

“O Brasil conseguiu transformar solos pobres e ácidos em solos férteis, tropicalizou a produção de plantas e animais, adaptando a produção para a realidade do País e ainda investiu em uma plataforma sustentável, respaldada em plantio direto, fixação biológica do nitrogênio, entre outras tecnologias”, reforçou. “Apenas a FBN representou economia de 22 bilhões de reais, em 2020, ao dispensar o uso fertilizantes nitrogenados”, ressaltou.

¨Este modelo de produção sustentável possibilitou ao Brasil ampliar a produção sem avançar, na mesma proporção, em área. Neste sentido, Moretti disse que levantamento recente da Embrapa mostra que o Brasil deixou de usar, ao longo dos últimos 50 anos, 70 milhões de hectares, ao investir na adoção de tecnologias sustentáveis. “É o chamado efeito poupa-terra. Isso significa que se não tivéssemos desenvolvido tecnologias adaptadas à produção agropecuária no Brasil, teríamos que usar 70 milhões de hectares extras, para alcançar a nossa produção de hoje”, destacou.

¨Também participou da cerimônia de abertura, Rodolfo Rossi, dizendo que a produção de soja no Mercosul represena um crescimento de 250% nos últimos 20 anos. Além do aumento de produtividade e produção, Rossi afirmou que a adoção de boas práticas agrícolas pelos produtores, vem garantindo uma produção de soja altamente sustentável na região. “Entendo que o CBSoja e o Mercosoja são importantes fóruns de discussão por promoverem a divulgação de resultados científicos e discussões relevantes que impactam positivamente na produção de soja no Cone Sul, responsável por abastecer grande parte da demanda por alimentos do mundo”, ressaltou.

Ao participar da abertura do evento, o chefe geral da Embrapa Soja, Alexandre Nepomuceno explicou que há mais de 20 anos a Embrapa Soja promove este evento que conecta a academia, a ciência e o setor produtivo. “Durante a pandemia, trouxemos este novo formato de evento digital e pretendemos continuar fazendo esta conexão entre os diferentes elos da cadeia produtiva da soja”, destacou. “A sustentabilidade sempre permeou nossas ações de pesquisa e mais do que nunca, vamos investir esforços científicos que auxiliem na comprovação, em números, da sustentabilidade do agronegócio brasileiro”, afirmou. “Tanto o CBSoja GoLive quanto o Congresso Brasileiro de Soja pretendem discutir diferentes aspectos desse pilar da produção agrícola brasileira, aliando Agricultura de Baixo Carbono, Bioinsumos e Agricultura Digital, por exemplo. Temas que também permeiam as linhas de pesquisa da Embrapa”, enfatizou.

Relação China-Brasil - A chefe do Núcleo China do ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Larissa Wachholz, que ministrou palestra no painel Mercado internacional de grãos e farelo de soja: relações internacionais, atualidades, desafios e soluções", durante o CBSoja GoLive, apresentou os principais desafios e as oportunidades para a manutenção de um relacionamento de confiança estabelecido entre Brasil e China, assim como destacou os principais temas para o agronegócio na agenda entre os países. “Os temas atuais e que também deverão permear o relacionamento futuro dessa parceria é a segurança alimentar, a segurança na produção do alimento e a sustentabilidade do processo produtivo”, afirmou.

Outro tema debatido no painel foi o "Novo padrão chinês da soja e consequências para o Brasil", por Glauco Bertoldo, diretor do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal do Ministério da Agricultura. Também houve a palestra "Las perspectivas del mercado de la soja: corto, medio y largo plazos", a ser ministrada por Julio Calzada, diretor de Informações e Estudos Econômicos da Bolsa de Comércio de Rosario.

Para abastecer o crescente mercado interno, a China importa do Brasil aproximadamente 20% dos produtos agropecuários mundialmente, o que torna o País asiático, um importante parceiro comercial brasileiro. Para Larissa Wachholz, a segurança alimentar é um dos pilares da relação entre Brasil e a China no agronegócio e está no cerne deste relacionamento de confiança em que o Brasil se tornou um grande fornecedor de produtos para a China. Outro aspecto abordado foi a segurança do alimento, questão que, para Larissa, vem ganhando força entre os consumidores chineses. “Eles estão cada vez mais preocupados com a qualidade e a segurança sanitária do alimento que consomem. Os consumidores querem assegurar que o alimento é seguro e de qualidade e que foi produzido em ambiente sem poluição ambiental. O Brasil se tornou um parceiro de confiança e a quantidade de alimentos exportada atesta a confiança que os chineses depositam na qualidade dos produtos brasileiros.

Larissa afirmou também que a discussão dos temas ambientais na China tem adquirido importância crescente, principalmente a partir de 2020, quando a China declarou seu compromisso de alcançar o pico das emissões de gases de efeito estufa em 2030 e investir na neutralidade de carbono até 2060. “Esse compromisso é paradigmático, sendo a China o País que mais emite gases de efeito estufa no mundo, porque gera uma mudança na forma como se pensa a mudança do clima e se articula a questão ambiental. Portanto, o tema da sustentabilidade está gradualmente sendo inserido nas discussões na China e isso terá repercussões sobre as escolhas de comércio internacional”, disse.

Para Larissa a valorização da sustentabilidade na agricultura pode trazer efeitos positivos para o Brasil, em função do reconhecimento dos chineses sobre as práticas sustentáveis adotadas na agropecuária brasileira. “Esta discussão passa a ter uma importância cada vez maior, porém a segurança alimentar continua sendo o item prioritário, havendo a necessidade de se combinar esses elementos, o que o Brasil sabe fazer muito bem”, ressaltou.

Larissa disse ser desafio para o Brasil a necessidade da China na diversificação de fornecedores para reduzir a dependência por produtos alimentares importados. No entanto, vê como oportunidades, o aumento de renda da classe média chinesa e a mudança na dieta alimentar, o que permitiria ao Brasil buscar a inserção de proteína animal e outros produtos com maior valor agregado e como lácteos, frutas, castanhas e produtos industrializados.

Sustentabilidade da soja - A "Produção sustentável de soja: desafios, oportunidades e avanços obtidos" também foi tema de outro painel, que contou com a moderação de Ricardo Manoel Arioli Silva, presidente da Comissão Nacional de Cereais, Fibras e Oleaginosas da Confederação Nacional da Agricultura (CNA). A primeira palestra foi sobre "Os desafios agroambientais do Brasil no comércio internacional", ministrada por Marcelo Brito, presidente da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag). Na sequência, foi debatido "O papel da ciência na produção sustentável de soja", pelo pesquisador Henrique Debiasi, da Embrapa Soja. ¨Os produtores brasileiros de soja vêm sendo injustamente criticados, porque o Brasil adota boas práticas agrícolas que resultam em processos produtivos sustentáveis”, destacou Debiasi. “Muitas tecnologias geradas pela pesquisa permitem ao sojicultor brasileiro praticar uma das agriculturas mais sustentáveis do mundo”, reforça. Entre os principais avanços científicos que foram e vêm sendo adotados pelos produtores, o pesquisador cita: o plantio direto na palha, sistemas integrados Lavoura-Pecuária, a fixação biológica de nitrogênio, o melhoramento genético das cultivares, entre outras.

O uso dessas tecnologias no caso da soja - que ocupa menos de 5% do território nacional - foi capaz de gerar uma economia de 71 milhões de hectares de áreas plantadas. São as tecnologias chamadas de poupa-terra, aquelas que adotadas pelo setor produtivo, permitem incrementos sustentáveis na produção em uma mesma área e evita-se a abertura de novas áreas para produção agropecuária.

De acordo com Debiasi, a prática da segunda safra no verão com o milho resulta também em 85 milhões de hectares poupados. “Isso significa que, se não houvesse tecnologias para o aumento de produtividade da soja e a intensificação com a segunda safra de milho, haveria a necessidade de disponibilizar 85 milhões de hectares a mais para se produzir soja no Brasil”, destaca.

Na visão do pesquisador da Embrapa, o que deve se intensificar como foco da pesquisa é o desenvolvimento de metodologias e processos de certificação para que se possa quantificar, com parâmetros científicos, a sustentabilidade da soja brasileira. Neste sentido, a Embrapa Soja está coordenando uma iniciativa da Soja Baixo Carbono, cuja publicação pode ser consultada aqui: www.embrapa.br/soja/busca-de-publicacoes/-/publicacao/1131669/programa-sbc---soja-baixo-carbono-um-novo-conceito-de-soja-sustentavel

CBSoja GoLive

Adeney de Freitas Bueno, pesquisador da Embrapa Soja e presidente do evento, explica que o CBSoja Go Live está organizado para antecipar relevantes discussões relacionadas à cadeia produtiva da soja e reunir os agentes envolvidos com a cadeia produtiva da soja para discutir importantes temáticas da cultura que não podem esperar o ano de 2022. “Criamos este espaço virtual e interativo para manter todos os atores envolvidos com o sistema de produção de soja atualizados até a data do encontro presencial no IX CBSoja e Mercosoja 2022”, explica.

De acordo com Bueno, foram selecionados os mais renomados especialistas do setor para conduzir as discussões que irão privilegiar as seguintes temáticas: sustentabilidade do sistema produtivo, mercado de grãos e farelo, bioinsumos, manejo do solo, desafios para altas produtividades e manejo fitossanitário. Acesse www.cbsoja.com.br e confira a programação completa dos eventos on-line do CBSoja GoLive e do presencial em maio de 2022.

Além de debater importantes temáticas, a plataforma CBSoja GoLive também contará com uma feira virtual, com a participação de diferentes empresas do segmento, abrigará vídeos e publicações. A plataforma também permitirá aos participantes usufruir de uma experiência interativa em que será possível, mesmo à distância, compartilhar comentários, sugestões e interagir com outros participantes. “Nossa ideia com esta plataforma é possibilitar a troca de conhecimentos, assim como estimular a interação entre os participantes, que poderão experimentar algo inovador em se tratando de um evento digital”, conta Bueno.

www.cbsoja.com.br/golive
 
 


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