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Sanidade de precisão e o papel das pessoas nos programas sanitários serão debatidos no Simpósio Nordestino de Avicultura e Suinocultura

05/09/2023
Sanidade de precisão e o papel das pessoas nos programas sanitários serão debatidos no Simpósio Nordestino de Avicultura e Suinocultura

Promovido na 7ª Feira da Avicultura e Suinocultura do Nordeste, o evento reunirá diversos especialistas dos setores avícola e suinícola nacional

A importância da colaboração e envolvimento de todas as pessoas na elaboração e execução dos processos sanitários das cadeias avícola e suinícola será abordada na programação do Simpósio Nordestino de Avicultura e Suinocultura, por meio da palestra “Sanidade de precisão: o papel das pessoas nos programas sanitários”. O evento será promovido na 7ª Feira da Avicultura e Suinocultura do Nordeste, entre os dias 19 e 21 de setembro, no Complexo Automotivo Posto Cruzeiro 7, próximo a Tacaimbó (PE).

Responsável pela apresentação da temática, a médica-veterinária e diretora de Projetos Especiais da Fundação de Apoio à Ciência e Tecnologia Avícolas (Facta), Eva Hunka destaca que dentro de uma granja, muitas vezes, os problemas sanitários que são gerados por enfermidades, práticas inadequadas do manejo e problemas imunossupressores subclínicos podem passar despercebidos e causar prejuízos imensuráveis.

“Observando os custos de produção, chama a atenção os gastos com a ração, mão de obra e instalações, por exemplo, mas acabamos não dando atenção para a sanidade, que normalmente representa bem menos que 1% deste custo e se não dermos atenção para esta variável, ela pode destruir todos os outros 99%. Por isso, gosto de falar em sanidade de precisão. Precisamos usar este recurso, que é muito importante, com muita cautela e assertividade”, explica Eva Hunka.

Analisando o cenário nacional e apontando que o Brasil possui um alto nível de exigências de biosseguridade, com todas as empresas conhecendo as normas e sabendo o que precisam fazer, ela ressalta que este entendimento precisa ser claro para todos os níveis das companhias, para que, de fato, todos conheçam os riscos das falham em um programa de biossegurança.

“A peça fundamental é a comunicação. Precisamos entender que lidamos com pessoas com diferentes experiências a paradigmas, isso sem falar em níveis de escolaridade e áreas de conhecimento. A comunicação precisa ser adequada para cada nicho, sendo aliada às práticas de liderança situacional e andragogia para que todos entendam o risco da Influenza Aviária e outras doenças. Desta forma, conseguiremos engajar as pessoas e garantir que estas ações não fiquem só no papel ou nos murais das empresas”, considera a médica-veterinária.

Biosseguridade como um bem necessário

A diretora de Projetos Especiais da Facta frisa que a temática de biosseguridade é um dos itens que já não pode mais ser dissociado da cadeia de proteínas animal nacional, que também requer boas práticas desde o manejo e as ações de segurança sanitária.

“Avicultura e suinocultura são atividades de alto desempenho, com ganhos que só podem ser medidos na terceira casa decimal. As boas práticas de produção devem abranger um programa de controle integrado de doença, com manejo, vacinas e biosseguridade. Com a aproximação do vírus da influenza aviária, pudemos perceber um aumento das restrições, a implementação de algumas regras, mas quando chegamos no campo, onde as coisas de fato acontecem, podemos perceber que existem falhas, e é normal que elas aconteçam, pois somos humanos. O importante é saber que quanto maior for a nossa régua e a preocupação com a biosseguridade, teremos uma maior diversidade de ações e com isso poderemos manejar as possíveis falhas”, detalha Eva.

Ela também acrescenta que os avanços em sanidade, biosseguridade, bem-estar animal e, principalmente, na gestão das pessoas que estão no dia a dia a produção estão mais no radar dos consumidores, cada vez mais exigentes e atentos a todas as etapas da produção.

“Existe uma exigência crescente por parte dos consumidores para questões relacionadas a produção de alimento seguro e bem-estar animal, e os produtores estão se adaptando e se preparando para esta demanda que certamente será condição para se manter no mercado. Com essa elevação, precisamos preparar as pessoas envolvidas na cadeia, não esquecendo da grande diversidade de mão de obra, com gerações que possuem valores, hábitos e paradigmas bem diferentes, nas quais exigem liderança situacional como parte fundamental do processo. Não podemos mais liderar na base do ‘jeitão’, precisamos ter habilidade para conseguir engajar estes trabalhadores, pois só assim vamos conseguir atingir os resultados esperados”, conclui.

Serviço

VII Feira da Avicultura e Suinocultura do Nordeste & Simpósio Nordestino de Avicultura e Suinocultura
Data: 19 a 21 de setembro
Local: Complexo do Posto Cruzeiro 07, próximo a Tacaimbó (PE)
Programação e link para inscrições: https://eventos.facta.org.br/feira-simposio-ne-2023/
 
 
 
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