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Entrevista com Piero Franceschi, CEO e sócio da StartSe

22/05/2026
Entrevista com Piero Franceschi, CEO e sócio da StartSe

Por: Gustavo Albuquerque

Fomos conferir a 2ª edição do StartSe AI Festival, realizado nos dia 13 e 14 de maio no Centro de Eventos Pro Magno em São Paulo.

Durante o evento conversamos com a CEO e sócio da StartSe, Piero Franceschi. No papo Piero fala sobre o StartSe AI Festival e o cenário da IA no ambiente de gestão.

Confira a entrevista

Feiras do Brasil: Conte-nos um pouco sobre o StartSe AI Festival
Piero Franceschi - "Quando criamos o AI Festival, nosso objetivo não era apenas montar um evento sobre tecnologia; era construir um ponto de encontro para quem realmente está fazendo a transformação acontecer no Brasil. A primeira edição, em 2025, foi um marco porque mostrou que a conversa sobre IA já tinha deixado de ser técnica demais para alguns e superficial demais para outros. Milhares de pessoas estiveram lá, e isso nos deu um sinal claro de que havia uma demanda reprimida por conteúdo sério, execução prática e uma visão global traduzida para a realidade das empresas brasileiras.

A segunda edição nasceu justamente desse entendimento. Evoluímos a curadoria, ampliamos as trilhas, trouxemos mais hubs internacionais e reforçamos aquilo que acreditamos: IA não é mais hype, é infraestrutura de crescimento. O festival se tornou uma plataforma que conecta pesquisa de fronteira, big techs globais e líderes empresariais brasileiros que precisam tomar decisões reais sobre como reorganizar suas empresas para a economia da IA. Nesse contexto, iniciativas como o AI Journey passaram a complementar essa jornada, aprofundando o debate sobre transformação contínua e capacitação prática dentro das empresas."


Feiras do Brasil: Quais os números desta edição?
Piero Franceschi - "A edição de 2026 consolidou o AI Festival como o maior encontro de Inteligência Artificial e big techs do Brasil. Foram dois dias de programação intensa, com o Palco Ultra entregando mais de 20 horas de conteúdo de alto nível. Tivemos dezenas de workshops práticos divididos por níveis de maturidade, para ajudar empresas em diferentes estágios de adoção.

A presença de expositores e patrocinadores também cresceu, com marcas como ElevenLabs, Oracle, Replit e Monday, entre as empresas que trouxeram ativações e demonstrações tecnológicas ao festival."


Feiras do Brasil: E qual o perfil do público do evento — inclusive quem veio de fora de SP?
Piero Franceschi - "O público do AI Festival é majoritariamente formado por lideranças de pessoas, processos e projetos que precisam transformar IA em decisão, processo e resultado. Recebemos CEOs, diretores, heads de tecnologia, RH, inovação, educação corporativa e operações. Também há uma presença muito forte de especialistas técnicos que buscam entender como levar IA generativa, modelos avançados e arquiteturas agentic para o dia a dia das empresas.

E sim, tivemos gente do país inteiro. A IA está remodelando indústrias de forma tão rápida que a geografia deixou de ser limite, vieram delegações do Sul, Nordeste, Centro-Oeste e também de fora do Brasil. Quem está liderando transformação não espera a tecnologia chegar; vem buscá-la."


Feiras do Brasil: Quais os principais insights do evento?
Piero Franceschi - "A mensagem central que emergiu de praticamente todas as conversas é que estamos entrando definitivamente na era dos agentes e isso muda tudo. Tecnologia já não é mais o gargalo. A principal barreira agora é cultural: como as empresas reorganizam times, processos, modelos mentais e estruturas de tomada de decisão para operar com IA em escala.

Outro ponto forte foi a convergência entre pesquisa de fronteira e aplicação prática. Trouxemos nomes do MIT, Harvard, Google DeepMind, Anthropic, Amazon AGI Labs, McKinsey e vários outros que deixaram claro que a velocidade do avanço técnico ultrapassou a capacidade das empresas de absorverem esse conhecimento. O papel do AI Festival é reduzir essa distância. E talvez o insight mais importante: IA não é mais um projeto. É uma estratégia de negócio."


Feiras do Brasil: Quais novidades os expositores trouxeram que podemos destacar?
Piero Franceschi - "Os expositores trouxeram demonstrações muito concretas e práticas, desde interfaces agentic avançadas até soluções de voz generativa, copilotos corporativos, ferramentas para educação, automação aplicada, segurança em IA e novas plataformas low-code para desenvolvimento acelerado.

Vimos também uma nova geração de soluções brasileiras ganhando destaque, o que mostra que o país está entrando em uma fase mais madura do ecossistema de IA. Startups apresentaram aplicações que vão desde automação industrial até modelos especializados para varejo, finanças, agronegócio e educação. Em paralelo, o AI Journey apareceu como um espaço complementar para aprofundar a discussão sobre adoção prática e transformação organizacional baseada em IA."


Feiras do Brasil: Como está o cenário da IA nas áreas de gestão, RH e educação?
Piero Franceschi - "Gestão, RH e educação estão passando por uma transformação profunda, provavelmente a maior dos últimos 20 anos. Em gestão, vemos IA entrando como copiloto estratégico, ajudando líderes a tomar decisões mais rápidas, interpretar cenários complexos e destravar produtividade.

No RH, o movimento é ainda mais nítido. Empresas estão redesenhando processos de treinamento, recrutamento, avaliação e cultura organizacional. A questão já não é “se” IA deve entrar, mas “como” ela será integrada sem perder a dimensão humana e isso exige maturidade, governança e uma nova abordagem de liderança.

E em educação, estamos vivendo um ponto de inflexão. Aprender deixou de ser acumular conteúdo e passou a ser aprender a operar em um ambiente mediado por IA. Modelos personalizados, agentes tutores, plataformas adaptativas e novas metodologias já estão reformulando o papel de professores, universidades e empresas de educação corporativa. É justamente nesse cenário que programas e jornadas contínuas, como o AI Journey, ganham relevância ao apoiar profissionais e empresas na adaptação a essa nova realidade.

O que vemos é que IA deixou de ser ferramenta e passou a ser uma nova gramática de trabalho."


Veja algumas fotos

Entrevista com Piero Franceschi, CEO e sócio da StartSe

Entrevista com Piero Franceschi, CEO e sócio da StartSe

https://pages.startse.com/ai-festival
 
* Gustavo Albuquerque é editor-chefe do portal Feiras do Brasil.
Engenheiro e jornalista, atua a quase 20 anos na geração de
conteúdo e informações voltadas ao segmento de feiras
 
 

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